quarta-feira, 6 de junho de 2012
As Anotações de Malte Laurids Brigge
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Do erotismo da leitura
Da compulsão de ler
Rainer Maria Rilke, As Anotações de Malte Laurids Brigge
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Do prazer de confessar
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
sempre a mesma dor de ser quase:
sexta-feira, 18 de maio de 2012
I have heard of killer texts
When I first saw it, the small red seep, I did not believe it.
I watched the men walk about me in the office. They were so flat!
There was something about them like cardboard, and now I had caught it,
That flat, flat, flatness from which ideas, destructions,
Bulldozers, guillotines, white chambers of shrieks proceed,
Endlessly proceed--and the cold angels, the abstractions.
I sat at my desk in my stockings, my high heels,
And the man I work for laughed: 'Have you seen something awful?
You are so white, suddenly.' And I said nothing.
I saw death in the bare trees, a deprivation.
I could not believe it. Is it so difficult
For the spirit to conceive a face, a mouth?
The letters proceed from these black keys, and these black keys proceed
From my alphabetical fingers, ordering parts,
Parts, bits, cogs, the shining multiples.
I am dying as I sit. I lose a dimension.
Trains roar in my ears, departures, departures!
The silver track of time empties into the distance,
The white sky empties of its promise, like a cup.
These are my feet, these mechanical echoes.
Tap, tap, tap, steel pegs. I am found wanting.
This is a disease I carry home, this is a death.
Again, this is a death. Is it the air,
The particles of destruction I suck up? Am I a pulse
That wanes and wanes, facing the cold angel?
Is this my lover then? This death, this death?
As a child I loved a lichen-bitten name.
Is this the one sin then, this old dead love of death?
Sylvia Plath, Three Women
terça-feira, 15 de maio de 2012
O Crime do Poeta
- Não se preocupe minha senhora, é um bebé forte. Olhe, deve ter um feitio muito calmo. Traz aí um santo ou santinha, é o que é!
Um dia, quando a criança tinha sete anos, a família decidiu fazer uma viagem de sete dias pelo país. Visitaram as cidades mais importantes, mosteiros, serras e castelos. No caminho de regresso, fizeram um desvio por uma estrada antiga que serpenteava a costa marítima. A criança nunca tinha visto o mar. Entrou em frenesim no banco de trás, parlando incessantemente e suplicando que parassem uns instantes para ver o mar de perto. O pai concedeu mas disse que o faria no local mais bonito, para que a criança visse o mar a tentar tomar a terra. A criança acatou a decisão em desassossego. A mãe seguia com o rosto colado no pára-brisas, aterrorizada pela mudança súbita de comportamento, repetindo de si para si,
- É apenas uma criança, apenas uma criança que vai ver o mar pela primeira vez. Apenas isso, Maria.
E adivinhou nelas, uma vontade de catástrofe rochas abaixo e perdoou a mãe em simultâneo, porque agora a criança imaginava a dor de uma mãe e, por isso, conhecia e compreendia até os seus pensamentos mais secretos. A criança deu um passo em frente, sentiu um pêndulo dentro do peito agitar-se, reclamando o beijo do abismo e fechou os olhos. Com a alma embalada pelo aguaceiro subterrâneo, a criança ia compreendendo o mundo e a história dos seus dias, séculos, milénios, eras. O seu corpo soltava-se líquido da infância e envelhecia agilmente pela compreensão. Nesse instante, a criança, de olhos marejados pelo sal das águas, entendeu deus e teve compaixão do mundo.
- e se cais, para onde cais?
- É assim, filha, a gente tem os filhos mas eles pertencem ao mundo, não são nossos.
Quando saía do quarto, a voz delirante chamou-a, voltou-se rápido, talvez ainda pudesse salvar a criança, talvez fosse ainda uma criança, uma criança apenas e ela não se devesse inquietar,
- Sim?
- Amo a beleza.
A mãe soube então que a sua criança estava perdida, não para o mundo, mas contra o mundo, de uma forma ainda mais cruel.
Respondeu e saiu do quarto e nervosa admitiu primeiro para si que tinha medo daquela criança. Disse depois mais tarde, já deitada na cama, em voz alta para o seu marido,
- A criança é diferente, José.
- Diferente como?
- Tu não notas?
- Não. Tu que notas?
- Não sei. Não sei bem. É estranha, José!
- Não é nada. Isso são preocupações de mãe. Está tudo bem.
O homem abraçou-a com as mãos largas e ásperas e ela amou-o como já não o amava há muitos anos. E quis acreditar que tudo estava bem. Jurou muda que nunca mais falaria nisso e que tudo estava bem.
Esgotado o baile das bocas e das palavras, o sol nasceu amarelo e forte sobre um lago onde centenas de carpas bailavam mortas à tona das águas paradas na recordação de um antigo trânsito de cores. Um crime tinha sido cometido, o real tinha sido assassinado pela ideia que uma criança tinha da beleza.
- É muito bonito! É lindo!
Nessa noite, pude tornar a jantar com o meu pai e a minha mãe. Uma mãe nova e alegre. Também eu me sentia alegre. Tinha descoberto que com as palavras podia cometer todas as loucuras e crimes em nome da beleza e sair impune. Assim cresci e me tornei poeta.
domingo, 13 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Here comes the sun ♥
quarta-feira, 2 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Crime e Tédio
quinta-feira, 26 de abril de 2012
o medo...
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
"It is preferable not to travel with a dead man."
Every night and every morn,
Some to misery are born,
Every morn and every night,
Some are born to sweet delight.
Some are born to sweet delight,
Some are born to endless night.
William Blake
domingo, 22 de abril de 2012
...most of us need the eggs
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O exorcismo é o verdadeiro poema do prisioneiro

“É preciso estarmos sempre de pé atrás, Meus Senhores, sempre com pressa de acabar, jurar tal coisa e voltar a por todos os dias essa jura em obra, não nos permitirmos por mero prazer uma única respiraçãozinha, utilizar todas as pancadas do coração naquilo que fazemos, pois aquela que tenha sido empregue só por divertimento irá por em desordem as milhares de outras que se seguem.
(…)
Mas que isso acabe depressa. Digo-o para vosso bem, um iluminado não pode durar muito tempo. Um iluminado come o seu próprio tutano, e a satisfação não é o que vos interessa. Vocês verão aliás como isso acabará. Os sons voltarão a entrar no órgão e o futuro há-de invaginar-se no Passado como sempre fez.”
“Para compreender, a inteligência tem de se sujar. Antes de tudo, antes até de se sujar tem de ser ferida.”
A noite em que o servo comeu a senhora...

Olha-o fixamente nos olhos.
JÚLIA: Talvez seja, mas você também é. E, vendo bem, tudo é estranho: a vida, os seres humanos, tudo. Tudo é um lixo que cai sobre a superfície da água, até mergulhar, mais fundo, mais fundo. Há um sonho que eu tenho muitas vezes. Eu estou em cima de uma coluna e não sei como descer. Quando olho para baixo sinto tonturas; tendo de descer, mas tenho medo de saltar. Não posso ali estar, sinto que vou cair, mas não caio. Não há uma pausa. Não haverá paz para mim até eu descer e chegar ao chão. Mas ao tocar o chão, eu quero mesmo é ficar debaixo do chão… Alguma vez sentiu isto?
Se até bates nas
cadelas
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Quando estão a acasalar
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Deixa as outras com o seu
par
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Não lhes roubes o que é
delas
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Trazes debaixo da saia
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
O que tens para lhe dar
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Porque de véu e grinalda
Tridiridi-rala, tridiridi-ra
Terás muito para contar
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
E vê lá que te não caia
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Em sorte alguma desdita
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
Para a sorte ser bonita
Tridiridi-rala, tridiridi-ra
Basta levantares a saia
Tridiridi-rala,
tridiridi-ra
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Noites brancas com o mestre Visconti
Natalia: Agora posso dizer que fui dançar.
Mario: Agora posso dizer que fui feliz.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Onde está, partido, o que recebi?

em que almofada, ou objec-
to da sala?
E ela responde-lhe; com um novo sorriso, ou esgar de choro: - Onde está, partido, o que recebi?
Eu vi, veloz, que alguém, ou alguma coisa, ou alguma hesitação sobre o absoluto, precisava de nascer_______ de nascer deles. Voltei para trás, à fonte do silêncio e _______ senti que ia ser profundamente amada, e mal.
Ele interrogou – Queres ser superficialmente bem amada
ou
mal amada, mas profundamente?
«Amada profundamente mal, amada profundamente, e sem saber», traçou o pé do lápis na ombreira da porta.”
domingo, 8 de abril de 2012
PARA A SEREIA DO NEVOEIRO
Boca no espelho escondido,joelho diante da coluna do orgulho,
mão com a barra da grade:
ofertai-vos as trevas,
dizei o meu nome,
guiai-me até elas.
DO AZUL, que ainda busca o seu olho, bebo eu em primeiro lugar.
Da marca do teu pé bebo eu e vejo:
rolas-me entre os dedos, pérola, e cresces!
Cresces como todos os que foram esquecidos.
Rolas: o granizo preto da melancolia
cai num lenço, todo branco de dizer adeus.
QUEM ARRANCA de noite o coração do peito deseja a rosa.
Pertencem-lhe a sua folha e o seu espinho.
A esse põe ela a luz no prato,
com o seu sopro enche-lhe os copos,
só para ele sussurram as sombras do amor.
Quem arranca de noite o coração do peito e o arremessa ao alto:
não falha o alvo,
apedreja a pedra,
a esse bate-lhe o sangue fora do relógio,
o tempo faz-lhe soar na mão a sua hora:
pode brincar com bolas mais bonitas
e falar de ti e de mim.
sábado, 7 de abril de 2012
um falcão no punho

A escrita de Maria Gabriela Llansol enfeitiçou-me. Nela encontro a mesma constelação onde os corpos dos livros se entrelaçam com o desejo, o erotismo e a falta.
Confronto estes dias com o período final da minha adolescência em que sofria de uma doença ligeira de fadiga. Vinda do liceu, ou já em férias, só me restavam forças para, na imobilidade, ler, acrescentando-lhes o gozo ilícito do meu próprio corpo. Sob o signo da falta, eu gozava e lia e, agitando-me, sem violência, nesta contradição fundava a escrita.”
Vou agora dedicar-me a aprender a estimar a minha loucura sem me assustar. É só isso que me falta e é tarefa que só a escrita, o grande exercício da Falta, pode cumprir, cumprindo-me. “Escrever não é um protesto de inocência?”
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A morte de Danton
quarta-feira, 28 de março de 2012
Quem é o sexo de ler?
Enleada nestes devaneios, vou adiando o momento da leitura do livro. Os meus melhores amores são os sonhados, por arder. Depois, começo lentamente a desflorar o livro, com gestos do pudor mais lascivo. O prefácio de Maria Gabriela Llansol serve de preliminar; um êxtase tumultuoso na melhor, mais perfeita figuração do sexo – “o nome de uma alegria recortada num fundo de aflição”, “uma matéria figural irradiante e enigmática. Uma folha de água caindo às águas. E, como linguagem, um vazio iluminado pelo encantamento – quem é o sexo?”
Quem é o sexo?
Sem resposta, cavalgo as restantes páginas em frenesim, apalpando nas entrelinhas a aproximação dessa cena sem imagem, cena inaugural da cultura e, sobretudo, da escrita. Porque a leitura mais não é do que um acto de amor diferido, mediado pelo papel, as frases indizíveis buscando o aconchego dos corpos desencontrados pelo Tempo.
“a frase luta, alterna de género, o seu único intento é arrancar ao leitor a tira que lhe venda os olhos, não para que veja a cena, mas para que sinta que nasceu cego, não há cena de sexo, apenas o incontornável que a todos nos foi dado como forma de matéria atractiva, os corpos atraem-se, moça, por aquele halo que escapa à visão, o leitor encosta-se à prateleira dos livros já lidos, atordoado com a notícia, recolhe o braço com que ia em busca de alívio num outro tomo qualquer, volta a estendê-lo, recolhe a notícia que se escondia naquele corpo ainda vestido,
olha para as sandálias ainda espalhadas pelo chão, não as vê, é noite, vê, sim, que ser leitor é
uma vida passada em tantos outros lugares, uns com ele, outro adversos, uns do seu género, outros sedutores e ofuscantes, passou e não sabe dizer o que viu, é a vida que não sabe dizer-se, baixa-se e pergunta
«onde está a minha leitura?»,
onde paira o sexo fugaz que se esvaiu nos infravermelhos?,”
E o orgasmo acontece. O resto – os poemas, o corpo do texto, são deliciosos e firmes, mas incomparáveis ao supremo júbilo da cabeça e do beijo de Llansol, onde o Sexo de Ler se abre e mostra de soslaio: imagens arredias que não se fixam na língua mas cujas afterimages fazem estremecer a carne.
pensa: o herói dura, mesmo a queda lhe foi pretexto para ser: seu supremo nascer.

Quem, se eu gritasse, me ouviria dentre as ordens
dos anjos? e mesmo que um me apertasse
de repente contra o coração: eu morreria da sua
existência mais forte. Pois o belo não é senão
o começo do terrível, que nós mal podemos ainda suportar,
e admiramo-lo tanto porque, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o anjo é terrível.
E assim eu me reprimo e engulo o chamamento
dum soluçar escuro. Ai! de quem poderíamos
nós então valer-nos? Nem de anjos, nem de homens,
e os bichos perspicazes repararam já
que nós não estamos muito confiados em casa
neste mundo explicado. Resta-nos talvez
qualquer árvore na encosta, que de novo a vejamos
diariamente; resta-nos a estrada de ontem
e a fidelidade amimada dum costume,
que gostou de estar connosco, e por isso ficou e se não foi.
Oh! e a Noite, a Noite, quando o vento cheio de espaço dos mundos
nos desgasta a face - , a quem não restaria ela, a ansiada,
a das desilusões suaves, que a cada coração solitário
espera penosa. É mais leve aos amantes?
Ai! eles apenas se tapam um com o outro a sua sorte.
Pois não o sabes ainda? Arroja dos braços o vácuo
para os espaços que respiramos; talvez as aves
sintam o ar alargado com um voo mais íntimo.
Sim, as primaveras precisavam de ti. Muitas estrelas
esperavam de ti que as sentisses. Levantava-se
uma onda no passado e aproximava-se, ou,
ao passares pela janela aberta,
um violino entregava-se. Tudo isto era missão.
Mas cumpriste-a tu? Não estavas tu sempre
distraído ainda de expectativa, como se tudo te anunciasse
uma Amada? (Onde queres tu abrigá-la,
se os grandes pensamentos estranhos em ti
entram e saem e muitas vezes pernoitam.)
Se, porém, a saudade te assalta, canta as Amantes;longe
ainda de ser imortal bastante o seu sentimento célebre.
Canta aquelas - quase as invejas! - abandonadas que tu
achavas tanto mais amorosas que as satisfeitas. Recomeça
sempre de novo o inacessível louvor;
pensa: o herói dura, mesmo a queda lhe foi
só um pretexto para ser: seu supremo nascer.
Mas as amantes recolhe-as a Natureza cansada
de novo em si, como se não houvesse duas vezes as forças
para cumprir tal obra. Celebraste já bastante
a Gaspara Stampa, para que qualquer donzela
a quem fugiu o amado, ao exemplo sublimado
desta amante, sinta: Oh fosse eu como ela?
Pois não hão-de finalmente estas antiquíssimas dores
tornar-se-nos mais férteis? Não é tempo que, amando,
nos libertenos do amado e, trementes, vençamos a prova?:
como a seta vence a corda, para, concentrada ao saltar,
se superar a si própria. Pois nenhures há parar.
Vozes, vozes. Ouve, meu coração, como somente outrora
santos ouviam, de tal forma que o apelo imenso
os erguia do solo; eles, porém, impossíveis,
continuavam de joelhos e nem o atendiam:
de tal maneira ouviam. Não que tu, nem de longe,suportasses
a voz de Deus. Mas ouve o hálito,
a mensagem ininterrupta, que se forma de silêncio.
Um rumor rola agora daqueles mortos jovens para ti.
Onde quer que entrasses, nas igrejas de Roma e Nápoles,
não ouviste o seu fado dirigir-se-te, tranquilo?
Ou era uma inscrição que se te impunha, sublime,
como há pouco a lápide de Santa Maria Formosa.
Que querem eles de mim?Que afaste baixinho
o véu da injustiça que, por vezes, impede um pouco
o movimento puro de seus espíritos.
É estranho, de certo, não morar mais a Terra,
não mais praticar actos apenas adquiridos,
às rosas, e a outras coisas tão prometedoras,
não mais dar o sentido dum futuro humano;
aquilo que fomos em mãos infinitamente tímidas
não mais ser, e abandonar até o próprio nome
como um brinquedo partido.
Estranho, não continuar a desejar os desejos. Estranho,
ver voar solto pelo espaço o que estava
em relação. E o estar-morto é custoso,
e há tanto a recuperar, até gradualmente se sentir
um pouco de Eternidade. - Mas os vivos cometem
todos o erro de distinguir demais.
Os anjos (diz-se) não sabem muitas vezes se andam
entre vivos ou entre mortos. A corrente eterna
arrasta pelos dois reinos todas as idades
sempre consigo, e em ambos as domina com a sua vozpotente.
Afinal já nos não precisam, os de morte precoce;
suavemente nos vamos desacostumando do que é terreno, como nos alheamos
brandamente dos seios maternos. Mas nós, que precisamos
tão grandes mistérios, para quem do luto tantas vezes
nasce progresso feliz - : poderíamos nós ser sem eles?
Será vã a lenda de que outrora repassou o torpor árido?,
de tal forma que só no espaço assustado, de que de repente partiu
um jovem quase divino, é que o vácuo entrou nessa vibração
que agora nos arrasta e consola e ajuda.
Rainer Maria Rilke, As Elegias de Duíno




























